Águida Hettwer Poesia & Art
Deixarei meu verso, tatuado em seu peito...
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Quisera...Fragmentos do texto: Linha do tempo
Data: 18/04/2011
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Quisera ser semelhante a uma flor campesina, que nasce sem ser semeada, nos emaranhados das campinas e floresce, sem platéias, sem aplausos, num silêncio de intimidade, na simplicidade de ser flor, entretanto, desabrocha feliz em beleza rara e perfume.

Texto e voz: Águida Hettwer
Ano 2011

(Fragmentos do texto: Linha do tempo...Águida Hettwer
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.


    Linha do tempo
   
Águida Hettwer
 
 
 
Se eu puder me despir das armaduras, dos conceitos preestabelecidos, da ganância, das especulações, dos sentimentos que corrompem a alma, e me concentrar, no principio de toda vida. E experimentar o verdadeiro sabor da existência, o estar viva na sua complexidade.
 
 Sentindo o coração bater, ás vezes no descompasso, das decisões, entretanto, me posicionando sem receio de errar, e se por ventura, cair-me em contradições, possa, retomar ás ideias centrais, sem esmorecer. São nas desventuras, que se aprende o valor das coisas, dos efêmeros momentos e ínfimos gestos.
 
 Se for para guerrear, seja comigo mesma, naquilo que acredito e tenho princípios, onde a ética, a boa conduta, a disciplina, a coerência a verdade reine absoluta. Admitindo em primeiro as minhas fraquezas, a minha ignorância, diante da vida. Ao me juntar-me aos fracos, possa servir de consolo, tendo em vista, mostrar-lhes outros parâmetros e novos horizontes e juntos descobrir, que duas cabeças pensantes, valem mais que uma.
 
O dom da palavra foi me dado, talvez. Então que seja, modelada em versos de oração, a humildade permaneça em mim, e Deus que é dono de toda a verdade, se multiplique nos meus atos. Reconhecendo que sou uma peça, no quebra cabeça da existência e que preciso do meu semelhante para completar a gravura, da qual Deus é o artista excelso e supremo.
 
Tendo em vista, meus sonhos são reais, na medida, que os sustentos. E depende de mim, torna-los realidade. Não há nem melhor ou pior, apenas eu. E na corrente do amor, seja engajada, o tornando universal a qualquer ser vivente.
 
No amor, possa edificar-me e construir-me, calar-me quando necessário, sem ser omissa. Fragmentando-me na penumbra, na leveza de ser. Bebendo o cálice da paciência, nas mais horrendas situações.
 
Quisera ser semelhante a uma flor campesina, que nasce sem ser semeada, nos emaranhados das campinas e floresce, sem platéias, sem aplausos, num silêncio de intimidade, na simplicidade de ser flor, entretanto, desabrocha feliz em beleza rara e perfume.
 
 
31/03/2011
Enviado por Águida Hettwer em 31/03/2011

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